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À Sétima é de Vez

Musings of a scientist wannabe, ou um blog pessoal que às vezes fala um bocadinho da vida de cientista.

À Sétima é de Vez

Musings of a scientist wannabe, ou um blog pessoal que às vezes fala um bocadinho da vida de cientista.

.eu não escrevi no blog mas também não estive parada...

Fez este mês dois anos que me voltei a inscrever num ginásio. Ao contrário da primeira vez (relatada aqui), não perdi motivação, gostei do ambiente, das aulas, das pessoas e... do treino. Sim, do treino. Tornou-se um vício treinar todos os dias, uma aula diferente de cada vez. Tornou-se um vício tal que tive que arranjar uma forma de medir o meu desempenho e de o registar. Só me falta começar a comer as coisas fit que vou vendo no Instagram... só me falta a paciência!


 

 

 

...


Então vá, hã, senhores das marcas XPTO que oferecem coisas às bloggers, sintam-se à vontade para me oferecer um passe de três dias, que eu sou uma pobre estudante de doutoramento em fim de bolsa. Não sejam acanhados, eu aceito de bom grado!

¡Madrid! III

O terceiro dia em Madrid foi o dia de regresso a casa. Com tempo para matar até às 15.30, decidimos finalmente procurar o tal do Km 0 na Puerta del Sol, e eu quis descer a Gran Vía e fazer a Calle de Alcalá mais uma vez, até à Plaza de Cibeles.






O Palacio de Cibeles foi promovido há uns anos a Câmara Municipal e tem também um miradouro que se pode visitar. Foi lá que decidimos passar algum tempo (permanência máxima no miradouro de 30 minutos) até ao nosso almoço no Real Jardín Botanico.





Deixámos o Real Jardín Botanico para último. Já tínhamos olhado para ele no dia anterior, depois do Reina Sofia, mas estava próximo da hora de fecho e as pernas já acusavam algum cansaço, por isso ficou decidido que seria o último sítio por onde passaríamos antes de seguir para Barajas. Não estávamos exactamente na hora de almoço espanhola, mas a fome já apertava. Juntámos o útil ao agradável e passámos num Museo del Jámon. Com os Bocadillos a 1€, pedimos para levar e fomos comer para o Jardín Botanico. Não faço ideia se é permitido, mas lá descobrimos um banco à sombra e foi mesmo ali que almoçámos e nos despedimos do jámon.






Já o Real Jardín Botanico vale a pena. Não é caro (e nós ainda tínhamos o MadridCard em vigor) e passa-se ali um bocado agradável. Está muito bem arranjadinho, tem uma colecção de bonsais engraçada e as estufas também são giras de se ver.






Nos confins do parque apanhei, para minha surpresa a eduroam! O sonho de todo o estudante universitário, ou de quem trabalha no ensino superior! A utopia da rede universitária a funcionar em toda a Europa já é real. Tinha conseguido ligar-me na UAveiro no ano passado e não estranhei, mas a ligação próximo do edifício de investigação da entidade que tutela o Jardín foi uma boa surpresa.

Rumámos de volta ao nosso Portugalinho ao fim da tarde. Trouxe Toffifee do aeroporto e o cartão de memória cheio de fotos. Trouxe os ímanes da praxe para o frigorífico e a vontade de voltar a viajar ainda antes de tocar no chão de Lisboa. Até à próxima, Madrid!

¡Madrid! I

Confesso: Madrid não estava no topo da minha lista de cidades europeias a visitar. Houve, no entanto a conjugação de vários factores (leia-se viagens mais baratas marcadas em cima da hora) que nos acabaram por empurrar, de certa forma, para a capital dos nuestros hermanos.


De Madrid sabia que é a capital de Espanha, que foi palco do atentado do 11-M, que tem lá o Prado, que lá vivem sus majestades los Reyes de España e... pouco mais. Ainda tentámos ver de um guia em algumas livrarias, mas acabámos por desistir, ou não havia, ou era demasiado dispendioso para uma visita relâmpago de três dias. A Internet foi nossa amiga.

Quando reservámos a viagem não senti aquela excitação "ai, vou a Madrid!!!", mas à medida que o dia se aproximava lá começou o formigueiro da viagem, a expectativa de ir para o aeroporto, a descolagem e coisas que tal. Afinal já não voava há dois anos e eu até gosto de andar de avião!


Percebo quem goste de andar sempre cheio de glamour quando viaja... mas ninguém me tira os All Star dos pés para estas (e outras, really) andanças (sapatinhos mais fiéis de sua dona, cutxi cutxi).


Como viajantes remediados e sempre a contar os trocos que somos, apanhámos o avião cedíssimo (7.00 da manhã e ala que se faz tarde), o que proporciona sempre umas fotografias à maneira (e à pacóvia que parece que nunca andou de avião, mas tudo bem) antes de entrar no dito.

Chegou-se a Madrid cedo pelos padrões espanhuelos. Instalámo-nos no centro, muito próximo da Plaza Mayor e da Puerta del Sol, o que significou andar a pé para todo o lado (ai!), excepto para Barajas e para o Santiago Bernabéu (inicialmente um landmark que não estava no meu top 10 para ser visitado, mas... I am to blame for Musei Vaticani, Ufizzi, Palazzo Vecchio, várias igrejas e catedrais. Eu aguento um estádio de futebol).

O dia da chegada concentrou-se na Plaza Mayor, Puerta del Sol e Calle de Alcalá, até chegar ao Parque del Retiro e ao Museo del Prado.










Não sei ao certo quantas horas passámos no Prado. Sei que os pés já doíam, e as pernas pesavam (vôo às sete da manhã com umas escassas três horas de sono em cima...) mas íamos andando sempre se sala em sala "olha estes são Rafael", "ali está a sala com os Velasquéz", "ainda não vimos a outra ala" ou "vamos só sentar um bocadinho, mas ainda falta ver Caravaggio".

Sei que não é o passatempo favorito dele e que ao fim de algumas horas fica impaciente a ver quadros e mais quadros. Sei que é o meu passatempo favorito, olhar para aquelas obras de arte, tão antigas, tão representadas vezes sem conta em quadradinhos pequenos nos livros de história, ou num écran de 19 polegadas de um computador, chegar e vê-las em telas de 3x2m, com tons vívidos como se tivessem sido pintadasno ano passado.

Gosto de chegar e ficar arrebatada com o tamanho, senhores, o tamanho das telas, com o detalhe e com o talento do artista há tanto tempo nascido e falecido. Gosto de ficar ali, só um bocado, a olhar, a absorver aquilo porque não sei quando vou poder voltar. Não me chateia (muito) não poder tirar fotografias, porque mesmo que as tirasse não iriam ser diferentes daquelas que posso ver online, e ali vejo as pinceladas e fico a perscrutar o quadro de uma ponta à outra. E aí fica a grandeza gravada na minha memória, as sensações e as cores vívidas do "Nascimento da Vénus" do Boticelli, dos frescos de Rafael e do tecto da Capela Sistina (o único sítio onde tirei uma foto quando não era permitido, apanhando justamente "a Criação de Adão").

This is not the best movie ever...

... but it is certainly one of my favorite movies ever. Falo do (500) Days of Summer.
 
Estava a ver a New Girl no-canal-de-gaja-conhecido-por-Fox-Life e lembrei-me da primeira vez que prestei atenção ao trabalho da protagonista, a Zooey Deschanel.
 
Parece que foi há uma vida, mas foi algures entre a Primavera e o Verão de 2010 que vi o (500) Days of Summer, com a Zooey Deschanel (Summer) e o Joseph Gordon-Levitt (Tom).
 
O filme é despretensioso, tem uma banda sonora pela qual me apaixonei imediatamente, fala de amor e de perda, tem diálogos muito bons, adoro a luz e o tom geral que o estreante (à data) Marc Webb lhe deu. Nada é deixado ao acaso, e se ao início parece um bocadinho random, no final conseguimos entender o propósito.
 
Não é só por estas razões que é um dos meus filmes favoritos: foi o filme certo, na altura certa da minha vida. Há coisas assim - às vezes basta uma pequena ajuda do Universo para ganharmos uma nova perspectiva na nossa vida. O (500) Days of Summer fez isso por mim, ajudou-me a olhar por outro prisma e a fazer um reality check, ajudou-me a dar o tal click que eu precisava. Sem contar que acho a banda sonora genial, e acompanha-me pretty much everywhere I go.

 

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