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À Sétima é de Vez

Musings of a scientist wannabe, ou um blog pessoal que às vezes fala um bocadinho da vida de cientista.

À Sétima é de Vez

Musings of a scientist wannabe, ou um blog pessoal que às vezes fala um bocadinho da vida de cientista.

...

A maior dor de cabeça por causa de me tornar avec não é por causa do alojamento, abertura de conta no banco ou por ter conhecimentos rudimentares de francês - é mesmo perceber como raio é que vou levar o mono para França.

 

Se alguém cá vier parar por causa das palavras chave Bimby, estrangeiro, França, transporte, e tiver uma sugestão que não me leve couro e cabelo fico muito agradecida que me deixe a mesma nos comentários!

.randomness #12

Há várias coisas que me deixam irritada e que me fazem logo perder a vontade de continuar a ler um blog, ainda que tenha histórias engraçadas e algum fio condutor nos posts e nas ideias (ao contrário deste blog, cujo fio condutor é... inexistente. Adiante).

Uma delas são marcas /instituições que se conseguem associar a bloggers em parcerias ou passatempos, seja o que for, quando essas mesmas bloggers escrevem coisas como "à algum tempo" "levas-te" em vez de levaste. Não entendo muito bem que raio de entidade quer ficar ligada a textos com erros ortográficos, acho que está para além da minha compreensão.

Não há nenhuma alma que lhes diga que isso são erros orgográficos? Que Camões está a dar voltas na tumba ali no Mosteiro dos Jerónimos (ok, era preciso que lá estivesse, eu sei...)? Não há proofreading (desculpem o estrangeirismo), nenhum comentador que discretamente diga "não é assim que se escreve"?


. é karma. Só pode

Chegaste às 09.30 a pensar que às 18.30 estavas despachada, não era?

E trouxeste um almoço rápido de sopa e sandocha para comer em meia hora entre incubações, não era?

E seguiste os tempos todinhos a toque de caixa a pensar que que ias mais que a tempo da tua aulinha de Step Power, não era?

E era. Se tivesse ficado tudo bonito no fim, coisa que não aconteceu.

E quando não fica bonito vá de repetir e de adiantar meio dia de trabalho que ia ter a mais amanhã, porque o que é bom é comer um croissant misto da máquina e sair às 22.00. Ou melhor, às 22.30 porque o karma é f***** e eu devo ter atropelado uma idosa numa outra vida.

Por favor parem de me matar personagens!

Se calhar era mais feliz a ver o Big Brother Vip. O chato é que não consigo MESMO ver isso! Fico-me, por isso, por umas séries (sim, sei que há dezenas de séries boas, mas o tempo é curto pra todas!).

De Abril de 2012 a Junho de 2013 mataram-me umas nove* personagens, daquelas fofinhas e de quem eu gostava bastante.

Começou logo em Abril, quando vi a primeira e segunda temporadas de Game of Thrones de uma assentada. Nem queria acreditar (ainda não tinha começado a ler A Song of Ice and Fire, e nem um único spoiler assombrava o meu pensamento) quando algures no segundo ou terceiro episódio matam um dos lobos de estimação. Caraças, pá! Lá mais para a frente decapitam-me o Ned Stark, personagem que eu tomava por principal e que julguei um peão importante na série. Como vi logo a segunda temporada a seguir à primeira, só senti o choque inicial resultante da audácia do George R. R. Martin, e na verdade, the show must go on.

Depois disso, em Maio, foi aquele final catastrófico em Grey's Anatomy, onde só já falta sobreviver a um tsunami, ou coisa que o valha (toma notas, Shonda Rhimes). Lá se foi a Lexie Grey, a minha personagem favorita (não, não é a sofrida da Meredith e há já umas boas temporadas que nem a vejo bem) e por causa de quem chamei à Lexie, Lexie. Aí sim, fiquei tão aborrecida que fiz um voto de não-vou-ver-mais-esta-série-só-se-por-acaso-estiver-a-passar-no-canal-de-gaja-conhecido-por-Fox-Life. E depois logo em Setembro levaram-me o Mark Sloan, apesar de já não ter feito tanta mossa, uma vez que não fazia sentido na série sem a sua cara-metade.

Em Outubro tive um acidente de carro e fiquei em casa durante uns dias. Aproveitei e vi de uma só vez a primeira e a segunda temporadas de Downton Abbey, e segui, à medida que os episódios iam saindo, a terceira temporada.

Achei que era uma série que se estava a portar bem, com os enredos bem construídos e interessantes, e onde, aparentemente, não havia necessidade de matar personagens principais. Enganei-me redondamente. Assim que tive esta falsa sensação de segurança, pimba, arrancam-me a Lady Sybil sem dó nem piedade. Pensei que já tinha tido a minha dose de mortes trágicas até ao final de 2012, afinal nenhum autor que se preze vai matar duas personagens principais numa única temporada, quando a próxima já foi anunciada, certo? Errado! Quando menos se espera, após cinquenta minutos de episódio fofinho, depois de coisas fofinhas acontecerem na vida das personagens, eis que a desgraça se abate sobre os Crawley e me matam o Matthew! Juro que achei que não estava a ver bem. Tive que voltar atrás. Duas vezes.

Chegamos depois a Junho de 2013. Os episódios finais de Game of Thrones aproximam-se, e se em 2012 fui apanhada de surpresa, agora já estava (mais ou menos) ciente do que ia acontecer. Mas ler o Red Wedding numa página da Wikipedia é bastante diferente de ver a cena a desenrolar-se. Quer dizer que é mesmo a sério. Adeus personagens, adeus Robb e Catelyn, foi um prazer. Obrigadinha George R. R. Martin por esta facadinha no final de um ano em que tive que me despedir de pessoas de ficção a quem me tinha ligado emocionalmente.


* E sim, estou aqui a contar com a Lady e o Grey Wind, que me fizeram deitar uma lagrimita (atenção que a Lexie Grey me fez soltar uma barragem).

Coisas que me aborrecem muito III


Andei um bocadinho fora das notícias e dos jornais nos últimos três dias, mas sei que têm sido publicadas vários artigos (pelo menos no Público e no SOL, que eu tenha visto) acerca de atrasos no pagamento de bolsas de doutoramento do concurso de 2011 da FCT. Isto significa que nestes dias a classe dos bolseiros tem tido alguma visibilidade (versus a nenhuma visibilidade que costumamos ter).

Já escrevi isto no FB, mas tinha que deixar aqui também registado:

Aproveito para esclarecer (especialmente as pessoas que me torcem o nariz quando digo que estou a tirar um  doutoramento - devem achar que passo o dia inteiro a ver TV, ou a passear e que depois tenho que fazer uns exames - e que me dizem "estudar ainda mais??"):

As BOLSAS são a forma de financiar o emprego científico neste país, especialmente na área das ciências exactas.

Capacitem-se que o desenvolvimento de princípios activos dos vossos medicamentos, conhecimentos sobre microrganismos, conhecimentos de mecanismos de acção e metabolismos, desenvolvimento de novos materiais, tecnologias etc, etc etc (a lista é enorme, podem ir espreitar o site do Ciência Hoje) está directamente dependente dos bolseiros.

Capacitem-se que TODOS os bolseiros têm um chefe (a maioria com feitio especial), que têm que trabalhar (tipo mexer em aparelhos e fazer experiências e coisas assim, estão a ver?) e que a grande maioria não tem horário das 9 às 17h com 1h30 de almoço. A grande maioria tem normalmente um horário aceitável de entrada e não tem hora de saída (mas ao menos trabalha no que gosta).

O bolseiro de investigação é um ser que não só faz investigação como encomenda coisas, troca lâmpadas se preciso for, carrega caixotes, faz uma perninha a reparar aparelhos e é um verdadeiro handy-(wo)man.

O bolseiro trabalha a sério e não tem regime de segurança social, não tem direito a subsídio de desemprego e nem tem direito a um contrato de trabalho como deve ser.

Por isso pessoas, pensem duas vezes antes de me torcer o nariz quando vos digo que estou a tirar um doutoramento com uma bolsa!

Coisas que me aborrecem muito II

Pessoas que dão erros ortográficos, que usam mal os tempos verbais e que não distinguem "à" de "há" e por isso escrevem "á" (até me arrepiei toda!).

Pessoas, de uma vez por todas:

Não há (existe) a palavra "á" em português. ESTAMOS ENTENDIDOS?


A palavra "à" é a contracção da preposição "a" com o artigo definido "a".

 Em relação ao verbo haver, os significados com que é utilizado com mais frequência são existir, acontecer, passar ("há muito tempo", "há dois anos", coisas assim).

Chiça, informem-se, não sejam calhaus e façam uso do que vos ensinaram na escola primária e no 2º ciclo!

E se há coisa que me irrita solenemente são pessoas que (i) se vangloriam de dar aulas e de ser professores de ensino básico e depois dão erros deste calibre em posts do FB e afins, e (ii) pessoas que têm uma educação ao nível de ensino secundário/ensino superior e que se gabam de ler muito (e mesmo a ler não aprendem a escrever como deve ser)!!!


 E foi por um niquinho que não me cheguei ao pé da senhora da caixa registadora ali no Pingo Doce e lhe disse "olhe, desculpe, mas manjerico é com "j", não com "g". Uma pesquisa rápida no Google tinha-lhe dito isso!". Estive para levar um a 0.99€, mas o que eu queria mesmo era um manjerico...

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