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À Sétima é de Vez

Musings of a scientist wannabe, ou um blog pessoal que às vezes fala um bocadinho da vida de cientista.

À Sétima é de Vez

Musings of a scientist wannabe, ou um blog pessoal que às vezes fala um bocadinho da vida de cientista.

...

Quando anunciei às pessoas próximas que havia uma forte possibilidade de passar dois anos a trabalhar fora, o que mais ouvi foi:

"então e o A.?"
     tem o contrato de bolsa de PhD dele até ao início de 2018.

"então e as tuas gatas?"
     ficam em Lisboa com o dono, como é óbvio.

"mas vais-nos abandonar assim?"
     não vou abandonar, vamos continuar a ser amigos e vamos falar muito por Skype.

"então mas porque é que não trabalhas cá?"
     porque quero ser cientista e no meu país infelizmente não há dinheiro para financiar todos os doutorados que querem ser cientistas nas Ciências da Vida, a competição é mais que muita, e a experiência internacional só me valoriza o CV.

"mas e vais quando?"
     ainda não sei o dia certo, tenho que decidir com o futuro chefe.

"e estás preparada ara ser emigra?"
     não vou ser bem emigra. quer dizer, vou. E não falo a língua do país de destino. mas também é já ali e os voos são baratos e posso cá vir com frequência.

"então e depois, como é que vai ser?"
     pois que não sei, ainda muita água tem que correr, e eu ainda nem sequer fui...

Fui sempre relevando e respondendo com ligeireza porque parecia que o dia estava longe. Mais longe que o dia da Defesa, em boa verdade. Agora que comecei a dar início ao processo, nomeadamente preencher formulários, pedir certidões, cartões e coisas do género, parece que o nó no estômago se acentua e que isto vai mesmo acontecer. É uma sensação semelhante à que se apoderou de mim quando tive que sair de casa para ir para a Faculdade, com a agravante que não estou à distância de um Intercidades Pragal - Vendas Novas. 

...

Só para avisar que eu, tal como meio mundo, também fui visitar o novo Museu dos Coches este fim de semana, com intenções de depois me deslocar à exposição do World Press Photo. Eu, tal como meio mundo, também tenho algumas considerações a fazer:

 

1. Sempre achei o novo edifício um mamarracho pavoroso e absolutamente desenquadrado da zona (e olhem que durante alguns anos lá passei em frente todos os dias).

 

2. Já estava pronto há imenso tempo e mesmo assim o interior tem um ar de armazém mal acabado, com um chão de cimento polido e totalmente descaracterizado e sem qualquer ligação à exposição que lá se encontra.

 

3. Informações sobre os choches eram quase inexistentes. E estou a falar de uma placa a cada 500 metros, com vários veículos de espaçamento. Assumindo que está tudo inventariado e com informação disponível numa qualquer base de dados, não se percebe como é que não houve ninguém que imprimisse umas quantas descrições para as carroças.

 

4. Muita gente. Demasiada gente. Demasiada gente a tirar fotografias com carroças. Fotografias essas que nunca mais vão sair dos cartões de memória. Pessoas que posam em todo o lado, de todos os ângulos, que se metem à frente, não pedem licença. Haja paciência. Nem no Museu do Vaticano me senti tão enchouriçada.

 

5, A vista é bonita, ainda que o edifício tenha poucas janelas e bastante diminutas (eu sei, tem que ser para preservação dos objectos). E a carrinha do Santini a vender gelados ali à porta também é um bónus!

 

Tinha intenção de ir à exposição do World Press Photo no Museu da Electricidade, mas a fila era demasiado grande, andava demasiado devagar e era muito tempo ao sol. Fica para o ano. No entanto, e fica aqui a sugestão, o Museu da Electricidade tem uma exposição permanente acerca do funcionamento da antiga Central Tejo. Esta exposição é de entrada gratuita e permite visitar quase todo o espaço da Central, com encenações, vídeos explicativos e interactivos e uma série de outras actividades e espaços dedicados à ciência e à electricidade.

. é karma. Só pode

Chegaste às 09.30 a pensar que às 18.30 estavas despachada, não era?

E trouxeste um almoço rápido de sopa e sandocha para comer em meia hora entre incubações, não era?

E seguiste os tempos todinhos a toque de caixa a pensar que que ias mais que a tempo da tua aulinha de Step Power, não era?

E era. Se tivesse ficado tudo bonito no fim, coisa que não aconteceu.

E quando não fica bonito vá de repetir e de adiantar meio dia de trabalho que ia ter a mais amanhã, porque o que é bom é comer um croissant misto da máquina e sair às 22.00. Ou melhor, às 22.30 porque o karma é f***** e eu devo ter atropelado uma idosa numa outra vida.

.randomness #6

Precisava de cortar as minhas pontas espigadas. No sítio onde trabalho há um salão de estética/cabeleireiro a modos que low cost e onde um simples corte de cabelo custa 8 euros. O corte que peço sempre não é nada de especial e a pessoa que lá está faz exactamente aquilo que eu peço (o que normalmente é raro nos cabeleireiros). Também não é de grandes conversas (além de uma ou outra trivialidade), o que agradeço, porque tornam os 20 a 30 minutos que lá demoro muito mais agradáveis - e sem desvio de atenções do que realmente interessa - o meu cabelo!

 

Aquilo que acho bastante peculiar na cabeleireira é o facto de que todas as vezes que lá vou, ela insiste em fazer-me um report completo das fases da Lua. Já dei por mim a ir só no Quarto Crescente, só para não ter que ouvir "pois, vai crescer mais devagarinho...". Logo eu, que acredito tanto na influência da Lua no crescimento do meu cabelo como em unicórnios.

 

Hoje, por exemplo, a Lua entrou em Quarto Minguante e, ao que parece, é mau para quem quer cortar o cabelo e quer que ele cresça rápido. Lá fiz um sorriso meio amarelo e disse "pois, é, que chatice, mas hoje é que tive tempo..."

 

Isto faz-me pensar em a) os cabeleireiros só deviam trabalhar duas ou três semanas por mês, dado que a fase em que a Lua está em Quarto Minguante dura aproximadamente uma semana e b) ir cortar o cabelo em Quarto Minguante só é, claramente, mau para os cabeleireiros, porque quanto mais tempo passar até eu precisar de um novo corte, melhor é para a minha carteira!

 

Ainda assim, decidi fazer uma pesquisa sobre o assunto, e o Google direccionou-me para uma página da Schwarzkopf, o que me deixou um bocadinho desolada, porque considero a Schwarzkopf uma marca credível...tenho cortado o cabelo com mais frequência do que fazia há uns anos e deixei-me de cortes extremos (vá, o mais extremo foi fazer um lob em finais de 2011), o que acho que tem ajudado a ganhar comprimento. Lamento, mas não me parece que tenha sido influência da Lua.

"The panda is lucky that it’s extremely cute so people will put up with this kind of crap"

Li hoje no I Fucking Love Science uma história acerca de uma panda na China que fingiu estar prenhe para receber mais e melhor comida.

Não tem assim um grande impacto científico (apesar de ser engraçado como um animal selvagem consegue ser manhoso e apurar as capacidades sobrevivênicia), mas o que me partiu a rir foi uma frase já no final da notícia, que dá o título a este post:

"The panda is lucky that it’s extremely cute so people will put up with this kind of crap."

Que é como quem diz, a sorte deles é que são fofinhos e as pessoas aturam estas merdas!

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