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À Sétima é de Vez

Musings of a scientist wannabe, ou um blog pessoal que às vezes fala um bocadinho da vida de cientista.

À Sétima é de Vez

Musings of a scientist wannabe, ou um blog pessoal que às vezes fala um bocadinho da vida de cientista.

...

Só para avisar que eu, tal como meio mundo, também fui visitar o novo Museu dos Coches este fim de semana, com intenções de depois me deslocar à exposição do World Press Photo. Eu, tal como meio mundo, também tenho algumas considerações a fazer:

 

1. Sempre achei o novo edifício um mamarracho pavoroso e absolutamente desenquadrado da zona (e olhem que durante alguns anos lá passei em frente todos os dias).

 

2. Já estava pronto há imenso tempo e mesmo assim o interior tem um ar de armazém mal acabado, com um chão de cimento polido e totalmente descaracterizado e sem qualquer ligação à exposição que lá se encontra.

 

3. Informações sobre os choches eram quase inexistentes. E estou a falar de uma placa a cada 500 metros, com vários veículos de espaçamento. Assumindo que está tudo inventariado e com informação disponível numa qualquer base de dados, não se percebe como é que não houve ninguém que imprimisse umas quantas descrições para as carroças.

 

4. Muita gente. Demasiada gente. Demasiada gente a tirar fotografias com carroças. Fotografias essas que nunca mais vão sair dos cartões de memória. Pessoas que posam em todo o lado, de todos os ângulos, que se metem à frente, não pedem licença. Haja paciência. Nem no Museu do Vaticano me senti tão enchouriçada.

 

5, A vista é bonita, ainda que o edifício tenha poucas janelas e bastante diminutas (eu sei, tem que ser para preservação dos objectos). E a carrinha do Santini a vender gelados ali à porta também é um bónus!

 

Tinha intenção de ir à exposição do World Press Photo no Museu da Electricidade, mas a fila era demasiado grande, andava demasiado devagar e era muito tempo ao sol. Fica para o ano. No entanto, e fica aqui a sugestão, o Museu da Electricidade tem uma exposição permanente acerca do funcionamento da antiga Central Tejo. Esta exposição é de entrada gratuita e permite visitar quase todo o espaço da Central, com encenações, vídeos explicativos e interactivos e uma série de outras actividades e espaços dedicados à ciência e à electricidade.

randomness #8

Dúvidas existenciais que me atormentam o espírito: faço molho de tomate caseiro, com dois tomates vermelhinhos e no fim aquilo fica uma mistela alaranjada*. Why, oh why?

*mas ao menos sabia a tomate e a especiarias e a essas coisas todas.

.Edimburgo em Março

Já tinha esta publicação preparada desde o fim de Abril, guardada em rascunho. No início de Março Edimburgo foi um ponto a meio caminho para me encontrar com uma amiga, que também lá ia estar nessa altura. A Escócia já fazia parte do nosso plano de viagens futuras e acabou por se proporcionar uma estadia de apenas 3 dias, que foram suficientes para ver o centro histórico da cidade.

Obelisco no Old Calton Cemetery




A viagem até Edimburgo faz-se bem, são "só" duas horas de avião. Fomos em início de Março, o que para nós, habituados a ser turistas de Verão, foi uma experiência bastante diferente do que estávamos acostumados. O primeiro impacto foi o frio, que naquela altura do ano corresponde a um Janeiro gelado em plena Serra da Estrela (a calhar um bocadinho pior). Fomos preparados com as luvas, os cachecóis, os tapa-orelhas (eu!) e os gorros (que ele só levou porque o massacrei) e a primeira impressão que tive assim que saí da porta do aeroporto foi a massa de ar frio que me gelou a cara. Equipámo-nos a rigor e lá apanhámos o autocarro para o centro, onde chegámos em 30 minutos.

O que me saltou imediatamente à vista foi o tom cinzento dos edifícios. Sou uma miúda habituada ao colorido e ao calcário branco de Lisboa e às casa brancas e caiadas do Alentejo. Ainda que saiba que mais a norte os granitos e as construções em pedras acinzentadas são a norma, ver a cor geral cinzento-acastanhada causa-me estranheza.

O centro histórico de Edimburgo vê-se perfeitamente em dois dias e meio. Gostava de um dia ter oportunidade de viajar de carro pela Escócia, passar em Glasgow, Inverness e passear nas Highlands. Noutra altura, certamente. Para estes dias, e como a viagem foi encaixada numa altura em que o trabalho no laboratório andava a mil, durante algum tempo não me lembrava que tínhamos programado a visita a Edimburgo. Por isso, e absolutamente contra a minha natureza de nazi-das-viagens-pessoa-que-compra-os-bilhetes-dos-museus-online-e-tem-um-horário-super-organizado-para-cumprir, desta vez fomos um bocadinho à deriva. Sabíamos que queríamos ver o castelo, mas fora isso, não tínhamos mais ideias.

Ora bem, ficámos num dos hotéis Ibis mesmo no centro (recomendo qualquer um deles, a minha amiga estava no outro Ibis - pequena falha de comunicação aquando da marcação do hotel, cof cof)e de onde fomos a pé para todo o lado (apesar de ter passado pela cabeça do homem irmos a pé ver o Britannia, ancorado no porto de Edimburgo e que ficava a cús do sítio onde estávamos). No primeiro dia tentámos ir visitar o castelo, mas chegámos um pouco depois das quatro e meia e já não nos deixavam entrar. Ficou para a manhã seguinte. Fizemos um raid às lojas de kilts da Royal Mile e decidimos subir até um parque com vista para a cidade, o Calton Hill. Vista fantástica que não conseguimos apreciar por causa tempestade de granizo que desceu sobre nós em 10 minutos e que ainda durou uma boa meia hora (the ultimate Scottish experience, como a minha amiga lhe chamou, e que teve direito a uma foto das duas mulas a levar com granizo na tromba com um ar super feliz). Na descida de Calton Hill passámos no Old Calton Cemetery - visitas a cemitérios anglo-saxónicos, now that's a first for me. Completamente encharcados do granizo, e já perto das SEIS DA TARDE entrámos num pub para jantar. Repito, Entrámos num pub para jantar. Às seis da tarde. Oh well, when in the UK, act like one of Her Majesty's subjects. Posso dizer que a comida não é nada de extraordinário, nem em preço nem em sabor (mas isso já se sabia, certo? Acabámos a comer pizza, kebabs e McDonalds no resto dos dias), mas lá ficámos aconchegados.

No dia seguinte tivemos sorte: amanheceu um dia com poucas nuvens e com sol q.b. e conseguimos visitar o castelo durante a manhã e a Scottish National Gallery e novamente e com olhos de ver o Calton Hill e o Old Calton Cemetery. O que mais me intrigou no Calton Hill Cemetery foi mesmo a facilidade de acesso (tanto que acabámos a ir lá três vezes - uma delas à noite). Uma pessoa vai a andar normalmente na rua, passa por muros altíssimos e por um portão de ferro forjado com aspecto antiquíssimo, levanta os olhos e vê uma placa que identifica um cemitério, com uma lista do ilustres lá enterrados (um deles David Hume, entre outras coisas filósofo escocês - LOST reference, anyone?). Não há como não entrar, nem que seja porque estamos no meio da cidade e um cemitério anglo-saxónico não tem nada a ver com um cemitério português - chamem-lhe curiosidade mórbida.

Nessa noite (não se iludam, eram seis e meia da tarde) decidimos ir fazer uma das muitas visitas guiadas pela cidade anunciadas na avenida principal - sim, as fantasmagóricas e de terror. Uma delas apregoava ser grátis, mas chegando à hora não havia ninguém no ponto de encontro, e por isso decidimo-nos por outra, que era a pagar. Foi a melhor coisa que podíamos ter feito. Apesar de ter um valor de 10 libras/pax, o guia que nos calhou da Dark Side Tour da  New Edinburg Tours foi fantástico. O grupo da visita era bastante pequeno (5 pessoas - nós os dois, uma canadiana e dois americanos), o que ajudou bastante a manter a aura de mistério e terror das histórias que nos contou - de canibais a perseguições a bruxas, nobres caídos em desgraça e desmembrados, padres enlouquecidos e assaltantes de sepulturas (adivinharam, Old Calton Cemetery à noite para umas histórias reais e arrepiantes), passando por fun facts acerca de Edimburgo e curiosidades bizarras. Começou a nevar logo no início da tour e não parou nas duas horas seguintes - fizemos todas as paragens debaixo de neve e tivemos a sorte de ver Edimburgo do cimo da Calton Hill coberto com um manto branco. Como éramos um grupo pequeno e de malta nova a conversa fluiu de forma muito descontraída e fartámo-nos de fazer piadas. Não sei como são as visitas guiadas da SANDEMAN nas outras cidades, mas a de Edimburgo recomendo vivamente. E se vos calhar o Johnney Rhodes, ainda melhor.

O dia seguinte serviu para passear mais por Edimburgo, para comprar os ímanes e as Shortbread Biscuits, um gorro de lã com um pom-pom e umas mittens de lã com uma flap, que já andavam no meu pensamento desde Janeiro e que não encontrava em Portugal - em Edimburgo bastou-me passar à porta de uma loja no primeiro dia para os meus olhos baterem numas.

Gostei das pessoas e da energia da cidade, ainda que se consiga ter sol, chuva e neve num só dia. O frio não é um incómodo assim tão grande e dentro de portas está-se bastante bem. As vistas são fantásticas e a cidade, ainda que histórica é moderna e as pessoas são muito simpáticas. Nota dez para Edimburgo.


Vista a partir do largo do Castelo de Edimburgo





The Hub, onde se realiza o Edinburgh International Festival







Vista a partir do Castelo de Edimburgo


Vista a partir do Castelo de Edimburgo


Calton Hill a partir do Castelo de Edimburgo


One O'Clock Gun, que ouvimos disparar no último dia


One O'Clock Gun


Um qualquer cemitério no centro da cidade, visto a partir do Castelo de Edimburgo


Dentro do Castelo


Vista do Castelo





Um senhor de saias!


Soctt Monument, uma homenagem ao escritor Sir Walter Scott (autor, entre outros, do meu amado Ivanhoe)


National Bank of Scotland Headquarters


Scott Monument, mas com bom tempo.


Um amigo que fizemos nos Prices Street Garden


Vista a partir de Calton Hill


Arthur's Seat (vulcão adormecido), a partir do Calton Hill. 


Sim, é uma réplica do Parténon. Sim, é o National Monument of Scotland, em memória dos soldados escoceses caídos nas Guerras Napoleónicas. Não, não faz sentido nenhum.


Vista a partir de Calton Hill


Old Calton Cemetery


Old Calton Cemetery


O nosso tributo a GoT (quase que parece um veado. Quase)










Algo que achei nojento quando me falaram da primeira vez. Só provando. Juro que não é tão mau quanto parece. Até é bom!




A princípio achei estranho haver uma estátua a um cão. Depois percebi


.Maio (ou aquele mês que passou despercebido no blog)

Maio teve direito a bebé real, casos de bullying divulgados na comunicação social, assassínio de adolescente por outro adolescente, Benfica campeão, entrada em vigor do DESacordo ortográfico, exames do 4º ano, privatização da TAP.

Em circunstâncias mais normais nalguns destes tópicos teriam tido tempo de antena aqui, mas a vida real não pára e Maio não foi um mês simpático.

Normal brodcast will resume shortly.

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