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À Sétima é de Vez

Musings of a scientist wannabe, ou um blog pessoal que às vezes fala um bocadinho da vida de cientista.

À Sétima é de Vez

Musings of a scientist wannabe, ou um blog pessoal que às vezes fala um bocadinho da vida de cientista.

Fui experimentar o Blast Tabata na terça-feira...

e só tenho a dizer que ainda me doem os músculos do peitoral. Não foi nada boa ideia ter aumentado carga de peito no BodyPump de segunda-feira e no dia a seguir, ainda dorida, ter achado que era giro experimentar esta aula. Ontem achei por bem ficar em casa e nem ir correr porque tinha a sensação (!) de ter levado uma sova.

 

Tabata Fat Blasting Workout | Interval Training

"The panda is lucky that it’s extremely cute so people will put up with this kind of crap"

Li hoje no I Fucking Love Science uma história acerca de uma panda na China que fingiu estar prenhe para receber mais e melhor comida.

Não tem assim um grande impacto científico (apesar de ser engraçado como um animal selvagem consegue ser manhoso e apurar as capacidades sobrevivênicia), mas o que me partiu a rir foi uma frase já no final da notícia, que dá o título a este post:

"The panda is lucky that it’s extremely cute so people will put up with this kind of crap."

Que é como quem diz, a sorte deles é que são fofinhos e as pessoas aturam estas merdas!

¡Madrid! III

O terceiro dia em Madrid foi o dia de regresso a casa. Com tempo para matar até às 15.30, decidimos finalmente procurar o tal do Km 0 na Puerta del Sol, e eu quis descer a Gran Vía e fazer a Calle de Alcalá mais uma vez, até à Plaza de Cibeles.






O Palacio de Cibeles foi promovido há uns anos a Câmara Municipal e tem também um miradouro que se pode visitar. Foi lá que decidimos passar algum tempo (permanência máxima no miradouro de 30 minutos) até ao nosso almoço no Real Jardín Botanico.





Deixámos o Real Jardín Botanico para último. Já tínhamos olhado para ele no dia anterior, depois do Reina Sofia, mas estava próximo da hora de fecho e as pernas já acusavam algum cansaço, por isso ficou decidido que seria o último sítio por onde passaríamos antes de seguir para Barajas. Não estávamos exactamente na hora de almoço espanhola, mas a fome já apertava. Juntámos o útil ao agradável e passámos num Museo del Jámon. Com os Bocadillos a 1€, pedimos para levar e fomos comer para o Jardín Botanico. Não faço ideia se é permitido, mas lá descobrimos um banco à sombra e foi mesmo ali que almoçámos e nos despedimos do jámon.






Já o Real Jardín Botanico vale a pena. Não é caro (e nós ainda tínhamos o MadridCard em vigor) e passa-se ali um bocado agradável. Está muito bem arranjadinho, tem uma colecção de bonsais engraçada e as estufas também são giras de se ver.






Nos confins do parque apanhei, para minha surpresa a eduroam! O sonho de todo o estudante universitário, ou de quem trabalha no ensino superior! A utopia da rede universitária a funcionar em toda a Europa já é real. Tinha conseguido ligar-me na UAveiro no ano passado e não estranhei, mas a ligação próximo do edifício de investigação da entidade que tutela o Jardín foi uma boa surpresa.

Rumámos de volta ao nosso Portugalinho ao fim da tarde. Trouxe Toffifee do aeroporto e o cartão de memória cheio de fotos. Trouxe os ímanes da praxe para o frigorífico e a vontade de voltar a viajar ainda antes de tocar no chão de Lisboa. Até à próxima, Madrid!

¡Madrid! II

No segundo dia de visita a Madrid deixámos os quadros para o fim do dia.

Começámos por visitar a Catedral de Santa María la Real de la Almudena, que tem também um museu (pago). O culto a Santa Maria de la Almudena remonta ao século VIII, por altura da invasão árabe da Península.



Consta que os populares esconderam uma imagem num nicho das muralhas e que a palavra Almudena deriva do árabe Al Mudayna. A imagem foi descoberta algures no século XI, aquando da reconquista da povoação pelo rei de Castela.







A Catedral em si começou a ganhar forma no final do século XIX, assentando nos estilos revivalistas neogótico e neoclássico, muito em voga durante a construção do edifício, que só ficou totalmente terminada em 1993. Após a tour à Catedral passámos ao museu, a partir do qual se pode subir à cúpula, onde temos uma vista panorâmica fantástica da cidade.




Tenho que dar a mão à palmatória, a Catedral é enorme, muito bonita e pode ver-se ali o esforço e o trabalho de décadas.

O Palacio Real de Madrid encontra-se directamente em frente à Catedral e também mereceu a nossa visita usando o MadridCard. Apesar de ser a residência oficial dos Reis, a vida familiar já não passa por ali, sendo o reservado apenas para actos oficiais. Tem uns caramelos bem bons à venda na loja de souvenirs!




A tarde foi dedicada a uma coisa diferente e que nunca me tinha ocorrido visitar numa viagem destas: o estádio Santago Bernabéu, casa do Real Madrid. Foi uma visita diferente e acabei tão entusiasmada e a tirar mais fotos do que o homem, que foi quem insistiu no Tour Bernabéu!




Começa-se com uma vista panorâmica do relvado e das bancadas que são monumentais (e eu sou benfiquista e já fui à Luz...). No interior do estádio passa-se então por dversos corredores com écrans com o palmarés do clube, memorabilia como bolas, camisolas, chuteiras, os primeiros estatutos do clube... há oportunidade de tirar fotos com alguns craques (que não são mais que montagens pagas a peso de ouro no final da visita... no thank you!). A tour terminou finalmente na Loja Oficial.



A Taça da Décima Liga dos Campeões conquistada pelo Real!

O fim do dia ficou ainda reservado para o Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, já que fecha relativamente tarde (21h). E foi no Reina Sofia que eu, admiradora confessa de arte antiga e até de fotografia, tive a prova de que a arte contemporânea não é, de todo a minha praia.

Eu já tentei ser super culta e fui ao Museu Colecção Berardo por duas vezes, e já passei por algumas outras exposições temporárias de arte contemporânea. Eu juro que olho para os vídeos com música hedionda que estão em loop, ou para as fotos de nus estranhos dos anos 70 com a depilação por fazer, ou para os quadros pintados com uma cor, ou para as esculturas metálicas sem forma definida e tentei procurar um significado. Ou, por outro lado, eu tentei que aquilo me dissesse algo, que despertasse em mim um tipo qualquer de sentimento para além do "wtf?!", tentei ver a beleza estética, juro que tentei. Mas não consigo. Se calhar sou só pseudo-mini-culta, e não há nada a fazer.

A única razão pela qual eu meti os pés no Reina Sofia foi por algumas obras de arte moderna (não confundir com a arte contemporânea), com grande destaque para o Guernica. Eu fui lá exclusivamente para ver o Guernica e não me envergonho disso. Antes de entrar na sala onde o dito está exposto, fui ver os outros quadros do Picasso em exposição e os Dalí que lá estavam também. E depois fiquei a olhar para aquele quadro monumental durante uns bons 15 minutos.  E não quis ver mais nada porque a retina e a mente ficaram cheias com o massacre.

¡Madrid! I

Confesso: Madrid não estava no topo da minha lista de cidades europeias a visitar. Houve, no entanto a conjugação de vários factores (leia-se viagens mais baratas marcadas em cima da hora) que nos acabaram por empurrar, de certa forma, para a capital dos nuestros hermanos.


De Madrid sabia que é a capital de Espanha, que foi palco do atentado do 11-M, que tem lá o Prado, que lá vivem sus majestades los Reyes de España e... pouco mais. Ainda tentámos ver de um guia em algumas livrarias, mas acabámos por desistir, ou não havia, ou era demasiado dispendioso para uma visita relâmpago de três dias. A Internet foi nossa amiga.

Quando reservámos a viagem não senti aquela excitação "ai, vou a Madrid!!!", mas à medida que o dia se aproximava lá começou o formigueiro da viagem, a expectativa de ir para o aeroporto, a descolagem e coisas que tal. Afinal já não voava há dois anos e eu até gosto de andar de avião!


Percebo quem goste de andar sempre cheio de glamour quando viaja... mas ninguém me tira os All Star dos pés para estas (e outras, really) andanças (sapatinhos mais fiéis de sua dona, cutxi cutxi).


Como viajantes remediados e sempre a contar os trocos que somos, apanhámos o avião cedíssimo (7.00 da manhã e ala que se faz tarde), o que proporciona sempre umas fotografias à maneira (e à pacóvia que parece que nunca andou de avião, mas tudo bem) antes de entrar no dito.

Chegou-se a Madrid cedo pelos padrões espanhuelos. Instalámo-nos no centro, muito próximo da Plaza Mayor e da Puerta del Sol, o que significou andar a pé para todo o lado (ai!), excepto para Barajas e para o Santiago Bernabéu (inicialmente um landmark que não estava no meu top 10 para ser visitado, mas... I am to blame for Musei Vaticani, Ufizzi, Palazzo Vecchio, várias igrejas e catedrais. Eu aguento um estádio de futebol).

O dia da chegada concentrou-se na Plaza Mayor, Puerta del Sol e Calle de Alcalá, até chegar ao Parque del Retiro e ao Museo del Prado.










Não sei ao certo quantas horas passámos no Prado. Sei que os pés já doíam, e as pernas pesavam (vôo às sete da manhã com umas escassas três horas de sono em cima...) mas íamos andando sempre se sala em sala "olha estes são Rafael", "ali está a sala com os Velasquéz", "ainda não vimos a outra ala" ou "vamos só sentar um bocadinho, mas ainda falta ver Caravaggio".

Sei que não é o passatempo favorito dele e que ao fim de algumas horas fica impaciente a ver quadros e mais quadros. Sei que é o meu passatempo favorito, olhar para aquelas obras de arte, tão antigas, tão representadas vezes sem conta em quadradinhos pequenos nos livros de história, ou num écran de 19 polegadas de um computador, chegar e vê-las em telas de 3x2m, com tons vívidos como se tivessem sido pintadasno ano passado.

Gosto de chegar e ficar arrebatada com o tamanho, senhores, o tamanho das telas, com o detalhe e com o talento do artista há tanto tempo nascido e falecido. Gosto de ficar ali, só um bocado, a olhar, a absorver aquilo porque não sei quando vou poder voltar. Não me chateia (muito) não poder tirar fotografias, porque mesmo que as tirasse não iriam ser diferentes daquelas que posso ver online, e ali vejo as pinceladas e fico a perscrutar o quadro de uma ponta à outra. E aí fica a grandeza gravada na minha memória, as sensações e as cores vívidas do "Nascimento da Vénus" do Boticelli, dos frescos de Rafael e do tecto da Capela Sistina (o único sítio onde tirei uma foto quando não era permitido, apanhando justamente "a Criação de Adão").

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