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À Sétima é de Vez

Musings of a scientist wannabe, ou um blog pessoal que às vezes fala um bocadinho da vida de cientista.

À Sétima é de Vez

Musings of a scientist wannabe, ou um blog pessoal que às vezes fala um bocadinho da vida de cientista.

5ª feira

A quinta feira é um dos dias em que sou só mais uma daquelas pessoas que sua em bica e que se diverte numa aula de dança.


Morria de vergonha nas primeiras vezes que fui a uma aula de Body Jam. Deixei-me ficar no fundo do estúdio. Toda a gente para a esquerda e eu para a direita... quando conseguia apanhar a coreografia básica dos pés, o ritmo mudava e tornava-se tudo mais rápido e de repente tinha já também braços à mistura.
 
Ao poucos, e talvez ao fim do primero mês de aulas (o equivalente a umas seis a oito aulas de 60 minutos) já conseguia apanhar a generalidade das coreografias. Quando achei que já estava à vontade, chegou a altura da release internacional do Body Jam 68. Pensei que apanhar uma coreografia no início ia ser mais fácil, que iriam explicar melhor os passos. Enganei-me redondamente.
 
Não pude ir à primeira aula oficial pós-lançamento, mas fui à segunda, a pensar que ia ser suave. Voltei à estaca zero, movimentos diferentes, novamente todos para um lado e eu para o outro (mas pelo menos havia mais gente como eu, completamente às aranhas).
 
Nesse dia vim de lá desmotivada e só pensava "f&%#-se, que vergonha, é agora que vou desistir". Mas continuei a aparecer e a ficar no fundo da sala. E fui ver os passos, em câmara lenta, no Youtube. E na aula a seguir já foi melhor, e já domino a coreografia do Body Jam 68. Repito: Já domino a coreografia do Body Jam 68.
 
O grande problema no meio de tudo isto são os lançamentos internacionais de novas coreografias, e o próximo está já aí. Isto significa que vou ser novamente uma novata quando tentar dançar o Body Jam 69. Vou falhar imenso, e vou dar por mim a ver os vídeos no Youtube uma vez, e outra vez, a clicar no pause e a fazer figuras e a rodopiar no meio da cozinha.
 
Em (quase) todas as aulas o instrutor pergunta se há alguém pela primeira vez. Normalmente o discurso é sempre o mesmo: é mais que esperado errar os passos e estar descoordenado, mas o importante é a diversão. E em (quase) todas as aulas eu olho para as pessoas novas em questão, sorrio e penso "não vai ser fácil, mas por favor não desistam. The best is yet to come and I just love to DMAO!"
 

 

A Lia e o Ginásio, take II

Há nove meses decidi dar continuidade à aventura da Lia num ginásio da grande Lisboa. Inscrevi-me num ginásio da moda da capital. Lá fiz a avaliação física (uns módicos 20€, mas o PT que não se iluda que eu não fui na conversa do "ah, daqui a uns meses voltamos a fazer outra para ver como evoluíste". Eu sei que evoluí. Já subo três lanços de escadas sem ficar muito ofegante, ok?) e comecei com a modesta mensalidade de poder frequentar o espaço com as máquinas.


No primeiros dois meses tentei ser regular - ia duas ou três vezes por semana; em Dezembro verificou-se a desgraça do costume - demasiado trabalho - e meti lá os pés umas dez vezes, no máximo.

A partir de Janeiro pensei que já estava farta de só fazer passadeira, bicicleta e máquinas e decidi inscrever-me nas aulas de grupo. Espreitei os horários e tentei encaixar as minhas horas de saída + trânsito + hora de tirar a senha. Vi lá uma aula familiar (step) e foi logo nessa que me aventurei. Senti-me como peixe na água. A glória, o esplendor (parecia que toda a vida tinha feito aquilo e que nunca tinha parado), pimbas! apanhei a coreografia logo à primeira. A segunda aula que experimentei foi Cycle. O horror. O drama. O cansaço, as dores nas pernas... e no rabo. Nunca mais lá meti os pés.

Depois descobri a aula de Body Jam numa 5ª feira depois das 20h. Avisei logo que era a primeira vez que fazia a aula, e nos primeiros dez minutos correu relativamente bem. O pior foi depois. Afinal aquilo era uma aula de fitness com movimentos de dança e logo a seguir ao aquecimento foi o descalabro. Toda a gente para a direita... eu para a esquerda. Pé direito à frente, braço esquerdo levantado, e eu toda trocada. Olhava em volta e toda a gente dominava a coreografia, parecia que estava rodeada por profissionais do Body Jam. Depois dessa aula, e apesar da boa disposição do instrutor pensei seriamente em não por lá mais os pés... mas as pessoas foram simpáticas e decidi voltar a tentar. No sábado seguinte lá estava outra vez. Foi ligeiramente melhor. Fui apanhando uns passos e depois de cinco ou seis aulas já não me sentia tão pata. 

Quase sem dar por isso, as duas aulas semanais de Body Jam tornaram-se quase obrigatórias, fico chateada se não conseguir ir.

Tornei-me naquelas pessoas que vão quase todos os dias ao ginásio, só ainda não passo é lá horas a fazer aula atrás de aula porque não tenho vida para isso... dei por mim a organizar a vida em função das aulas a que queria ir. How odd. Se há um ano me dissessem que  ia ser assim não acreditava.

Recentemente comecei a fazer umas corridas e também já estou a dar por mim a querer ir correr (mas isso já fica para outro post). Não estou bem. Acho que o PhD me anda a fazer mal à cabeça.

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