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À Sétima é de Vez

Musings of a scientist wannabe, ou um blog pessoal que às vezes fala um bocadinho da vida de cientista.

À Sétima é de Vez

Musings of a scientist wannabe, ou um blog pessoal que às vezes fala um bocadinho da vida de cientista.

.em busca da saga perdida

Aqui há uns dias andava navegar em simultâneo no Good Reads e no Book Depository à procura de pérolas escondidas para me ir entretendo enquanto não acabo a colecção do Outlander da Diana Gabaldon, a saga Napolitana da Elena Ferrante e enquanto o último do Ken Follett dos Kingsbridge novels não está a preço convidativo.

 

O romance histórico é um dos meus géneros preferidos (vamos incluir aqui Outlander como romance histórico, mesmo sabendo que contém o elemento fantástico de viagens no tempo), mas ultimamente tenho tido alguma vontade de descobrir uma saga diferente de fantasia, as próximas Crónicas de Gelo e Fogo, sei lá. O preço dos livros em inglês no Book Depository é convidativo - nunca paguei mais de 9 euros - e é a minha loja online de eleição para comprar livros de autores anglo-saxónicos há anos. É por andar sempre à procura de pechinchas que nessa visita ao site botei os olhos num livrinho de uma saga de fantasia que me parecia promissora e o comprei. Pequeno problema: comprei o livro 5. Isso mesmo, o 5º livro numa saga de fantasia. Isto significa que dificilmente o consigo ler como livro isolado, é como se tivesse aterrado a meio de "A Feast for Crows" e quando desse por isso já dito adeus ao Robb Stark e ao Joffrey sem perceber toda a problemática anterior... resta-me ganhar coragem para comprar os outros 4 livros e cruzar os dedinhos para que a coisa valha a pena. Ainda nem fui ao Good Reads com medo das críticas... e por Good Reads, tenho-o usado bastante mais ultimamente como uma rede social para bibliófilos, que me ajuda a manter um registo do que já li, para comparar reviews de livros e tentar descobrir qualquer coisa de novo com base nas ditas reviews. O problema com o rating dos livros no Good Reads é que mesmo que um livro tenha 3 ou 4 estrelas em 5 (já valeria a pena comprar), escondida no meio das reviews com classificação mais alta encontro sempre uma classificação de 1 ou 2 estrelas, frequentemente acompanhada de uma crítica detalhada e normalmente bem fundamentada sobre porque é que aquele livro é uma perda de tempo (tivesse eu visto as críticas de 1 ou 2 estrelas às 700 páginas de "A Discovery of Witches" e teria poupado uns troquitos). É isto é uma treta porque depois disso as críticas de 2 estrelas desmotivam-me logo, fazem-me fazer retroceder no separador do Book Depository quando já estava toda repimpona a juntar um livro ao carrinho de compras (coisa que não fiz no tal livro super baratinho que afinal é o 5º) e é toda uma angústia porque fecho a página sem fazer encomenda nenhuma.

 

Outra coisa que me anda a condicionar as compras de livros do género tem a ver com o número de páginas dos ditos. Preferiria eu um livro mais maneirinho, que desse para transportar sem problemas no comboio, no avião ou mesmo para levar de férias para a praia, perguntam vocês? Não!!! O problema é mesmo esse! Dou por mim a achar que se um livro de romance histórico ou de fantasia não tem no mínimo 500 páginas, então nem vale a pena dar-me ao trabalho de gastar dinheiro nele. Quando é que me tornei preconceituosa (ou terá sido forreta) em relação a isto? É que ainda por cima não é nada bom nem para a minha coluna, nem para o meu espaço limitado de estante! Gostava de investir num e-reader, mas o que tenho debaixo de olho não tem um preço nada simpático (forreta alert again!) e considero um investimento muito elevado para quem ainda tem que se desabituar da textura do papel nas mãos.

 

Isto acontece a mais alguém? Quão a sério levam as críticas no Good Reads? Deixaram de lado os livros em papel e abraçaram os e-books? Compensa? Alguém lê no tablet com livros disponíveis no Google Play?

.(sem título)

O mundo hoje acordou mais pobre:

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Não deixa de ser curioso que 14 de Março, ou Pi day como é conhecido pelos cromos (3.14) congregue o aniversário de Albert Einstein e a morte de Stephen Hawking, duas das mentes que ajudaram a moldar física teórica e o nosso entendimento do mundo no séc. XX.

.sobre isto do dia da mulher

Em pouco mais de dois minutos passam neste vídeo 48 mulheres que ajudaram a mudar o mundo. As laureadas com um Prémio Nobel nas áreas científicas são as que reconheço imediatamente, são as que me estão mais próximas por serem mulheres nas STEM. Por serem responsáveis pelos avanços na ciência. Por terem garra e terem lutado mano a mano com homens pelo reconhecimento científico, por terem insistido quando lhes disseram que nunca iam conseguir. Tive o prazer de ouvir a Ada Yonath há uns anos e lembro-me do ar de escárnio dela enquanto recordava o momento em que lhe disseram que não ia conseguir resolver a estrutura do ribossoma - não só porque achavam a tarefa difícil, mas também porque... ela era mulher.

 

E ainda que em áreas científicas tradicionalmente femininas, como a biologia, se assista a uma nivelação entre os géneros ao nível dos graus universitários, é triste saber que não só a Ada Yonath partilhou o Nobel da Química com dois homens (nada contra, se houve mérito), como foi a primeira mulher em 45 anos a quem foi atribuido o prémio e a última desde 2009. É verdade, há quase dez anos que, por incrível que pareça, as academias não considerem que tenha havido trabalho meritório desenvolvido por mulheres nestas áreas (ou em outras, já que só houve laureados) fosse merecedor de Nobel. Neste ponto eu e as academias discordamos, que eu acho que ontem já era tarde para atribuir o Nobel da Química ou da Medicina à Jennifer Doudna e à Emmanuelle Charpentier pelo CRISPR.

 

Não sou pela queima dos soutiens nem pela criminalização do piropo e fico descorçoada quando homens e mulheres acham que este dia só serve de desculpa para se oferecer uma flor, ou chocolates ou para fazer almoços ou jantares "só de mulheres" (já os vi no Facebook), para partilhar fotos de homens de cariz duvidoso (o gosto das fotos, isto é) e escarrapachar a legenda "meninas, o dia da mulher devia ser todos os dias". E é. O dia dos direitos das mulheres deveria ser todos os dias, mas não é assim que eu gostaria de ver a mensagem passada.

 

Temos todos os dias para dizer não à mutilação genital feminina, aos casamentos infantis, à objectificação sexual gratuita, dizer não às dezenas de mortes de mulheres às mãos dos parceiros por violência doméstica, dizer não à disparidade de salários entre homens e mulheres que desempenhem funções idênticas, dizer não à desconfiança com que as mulheres são recebidas em certos locais de trabalho quando dizem que são/querem ser mães, dizer não à condescendência, ao mansplaining (não somos todas idiotas), dizer basta à ideia implementada que as mulheres não podem ser estivadoras, mecânicas, informáticas, Presidentes da República.

 

Precisamos do "Dia Internacional dos Direitos da Mulher" não para receber uma flor à saída do metro, mas para lembrar ao mundo que os direitos não devem ter género, apenas humanidade. Queremos ser equivalentes.

.sobre os oscars deste ano e sobre o destaque no sapo

Abri o SAPOBLOGS para ir às Leituras.

Dei de caras com o destaque do meu mísero post sobre os Oscares.

Paniquei e pensei "oh caraças, que vergonha alheia, querem ver que agora vou cá ter povo da bloga a espreitar achando que escrevi um extenso e analítico texto sobre fatiotas ou importância cultural na nossa sociedade dos filmes que estiveram na corrida ?"

Caramba SAPO, que me deixaram com a batata quente na mão... eu, que há dez anos que não vejo a cerimónia em directo, não faço a famosa maratona obrigatória dos filmes antes da cerimónia e que quando vejo as listas dos trapitchos mais fashion por essa blogosfera fora só penso "WTF, esta? Nas mais bem vestidas da noite?".

 

Mas bom, o juiz decidiu, está decidido SAPO destacou está destacado, por isso prometo que na minha próxima sessão de cinema escolherei entre I, Tonya,  The Shape of Water, Call Me by Your Name ou Lady Bird e cá venho fazer crítica. E sim, já saíram todos cá na  Francia, mas o último fim de semana foi para vegetar dedicada à leitura (Deborah Harkness, A Discovery of Witches - não vale a pena, confiem em mim) e no anterior vi o Black Panther (sim, assim mesmo à croma). Deal with it.

.sobre os oscars deste ano

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É basicamente isto. Este ano só consegui ver 3 dos nomeados, o que deixa um bocado a desejar em relação a previsões, ou sobre a justiça dos vencedores - já sei que "The Shape of Water" não recolhe unanimidade - mas dos que vi, nenhum me gritou "Oscar de melhor filme" 

.aquele momento #8

em que ando aqui a magicar e a pensar que se calhar gostava de voltar à Escócia. E se na altura gostei tanto de Edimburgo e nem sequer sonhava que Outlander existia, não me queiram imaginar agora a fazer planos para visitar Inverness, Castle Leoch e Culloden Moor, ou para me voltar a meter no museu da cidade e papar tudo o que há para saber sobre a Revolta dos Jacobitas.

.podem fechar a internet #2

Parece que o Facebook censurou uma fotografia da Vénus de Willendorf, um dos artefactos mais antigos de representação da forma humana e que tem aí coisa de 30 000 anos.

Aparentemente considerou-a pornográfica (!), o que explica muita coisa sobre o comportamento alterado dos pré-adolescentes do sexo masculino de 12 anos, despertanto para a sexualidade nas páginas dos livros de História com base numa peça de arte do Paleolítico.

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